Na Rua
Projeto de acompanhamento de população de rua onde educadores sociais formados no IBISS aplicam a metodologia proposta pela entidade. Este projeto atua junto às populações das áreas da Lapa e do entorno do aeroporto Santos Dumont (Castelo).
Curso de Formação de Educadores Sociais
Ministrado pelo Espaço de Investigação e Pesquisa em Educação (Ipê), o curso qualifica a prática do educador em seu espaço de trabalho, além de promover a troca de experiências e conhecimentos. Através de discussões sobre violência, drogas e sexualidade, o curso amplia a percepção dos participantes para a realidade dinâmica da cidade. Educadores sociais formados pelo IBISS trabalham no projeto Na Rua, onde se aplica a metodologia do curso, com abordagem direta junto a meninos e meninas e moradores de rua em geral.
Catadores da Vida
Trabalho dirigido aos catadores de papel e lixo do centro da cidade do Rio de Janeiro. O projeto incentiva a auto-organização, a formação de cooperativa, o diagnóstico de DST, AIDS e tuberculose, além de oferecer assistência jurídica e social. Está entre os planos do projeto buscar parcerias, a fim de viabilizar mudanças nas condições de trabalho desse setor da população, bem como de saúde.
Nosso Papel
Esse projeto desenvolve atividades complementares ao Projeto Catadores da Vida, combatendo DST e AIDS entre o grupo de catadores de lixo e papel do centro do Rio de Janeiro. Entre as ações desenvolvidas está o contato direto com o grupo a fim de divulgar o uso de preservativos e equipamentos de segurança. O projeto também incentiva e facilita o aumento da escolaridade, o acesso à rede pública de saúde e a melhoria do ambiente de trabalho.
Associação de Recicladores do Rio de Janeiro
O IBISS apóia a Associação de Recicladores do Rio de Janeiro, que é a única, na cidade do Rio de Janeiro, com possibilidade de negociar livremente o produto de seu trabalho. O sistema de associação, diferentemente das já existentes cooperativas, permite que o catador seja remunerado em valores correspondentes àquilo que foi por ele recolhido e selecionado.
Sereias da Atlântica
Mulheres e travestis que "batalham" ao longo da Avenida Atlântica são o público alvo do projeto Sereias da Atlântica. Em visitas sistemáticas e regulares à área, uma equipe de educadores sociais distribui materiais informativos, preservativos masculinos e femininos e faz encaminhamentos aos serviços públicos de saúde. Também são realizados encontros de integração mensais e, a partir da demanda do grupo, são feitas oficinas periódicas sobre temas específicos, relacionados ao universo dessas pessoas. "Fortalecemos a idéia de grupo e de solidariedade para que elas consigam lutar juntas por seus direitos de cidadania", diz o coordenador do projeto, Roberto Pereira.
Atendendo semanalmente cerca de 150 mulheres e 30 travestis, com uma idade média entre 19 e 30 anos, o Sereias da Atlântica procura diminuir a vulnerabilidade de seu público alvo frente aos riscos das DST, da AIDS e da violência, melhorando, assim, a qualidade de vida dessa população.
Na Boca da Noite
O projeto Na Boca da Noite, implantado em 2001, é direcionado às mulheres profissionais do sexo que atuam nas ruas da área central do município de Niterói/ RJ. Com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde/RJ e da Fundação Municipal de Saúde de Niterói/RJ, o projeto parte de uma abordagem direta, feita pela equipe de agentes de saúde, nas áreas de maior concentração das profissionais (Praça São João, Antiga Rodoviária e arredores da Prefeitura), através de quatro plantões de rua semanais. A partir da relação de vínculo criada nestas abordagens, onde as mulheres recebem informações básicas sobre saúde preventiva, materiais educativos e preservativos, elas são convidadas a participar de outras atividades do projeto como oficinas de formação de multiplicadoras e oficinas de sexo mais seguro. O projeto também propicia, através dos encontros de integração, um espaço privilegiado para a formação e consolidação de relações mais solidárias e afetivas entre o grupo. Hoje, são atendidas semanalmente cerca de 90 mulheres, com idades entre 25 e 65 anos. "A nossa principal idéia é que, incentivando a sua organização e autonomia na luta e defesa de seus direitos, essas mulheres consigam fortalecer sua auto-estima e o conceito de cidadania", explica o coordenador do projeto, Roberto Pereira.
Projeto Programa
Desde 1992, o Projeto Programa desenvolve ações sócio-educativas e de saúde preventiva junto a grupos de homens de baixa renda, entre 12 e 25 anos, que têm na prostituição de rua uma estratégia de sobrevivência. Constantemente, este pequeno contingente de indivíduos é alvo de forte preconceito e discriminação social, inclusive por parte do poder público que não os reconhece como um grupo com vulnerabilidades e carências na área da saúde, educação e direitos civis. "Entendemos que a reversão desse quadro de exclusão social depende do fortalecimento e da organização desses grupos na luta por seus direitos enquanto indivíduos e cidadãos", explica o coordenador do projeto, Carlos Basilia.
Por mês, cerca de 250 jovens são atendidos pelo Projeto Programa que, em dois plantões de rua semanais, distribui material informativo e preservativos, dá orientações gerais sobre saúde preventiva e faz encaminhamentos a postos de saúde e centros de defesa. A atuação do projeto é focalizada nas regiões de maior concentração dessa população, especialmente nas ruas e praças do Centro, de Copacabana e na Quinta da Boa Vista, e, eventualmente, clientes, garçons, ambulantes e outros freqüentadores destas áreas também são atendidos pelo Projeto Programa.
Saúde Rodando
Saúde Rodando consiste em um atendimento móvel de saúde preventiva em pontos de concentração de meninos de rua. O projeto é complementar ao trabalho desenvolvido nas ruas e prevê visitas de um pediatra, um médico clínico geral e um ginecologista para realizar primeiros socorros, pequenos curativos, diagnósticos preliminares, encaminhamentos e acompanhamentos, além de oferecer treinamento para educadores de rua na área social.
Associação Beneficente de Santa Clara
Cerca de 60 ex-menores de rua vivem na casa da Associação Beneficente de Santa Clara, onde é desenvolvido um programa intensivo de educação formal, reforço escolar, oficinas de computação, aula de cultura brasileira e ecologia. A associação investe no retorno à família e na preparação para a vida autônoma, além de oferecer informações e orientações sobre planejamento familiar. Ainda assim, os jovens que continuam morando na casa são acompanhados até seu ingresso na universidade.
Combate à tuberculose entre a população de rua
Este projeto atua com o reconhecimento precoce e com o tratamento da tuberculose entre a população de rua da cidade do Rio de Janeiro. O contato é iniciado com uma abordagem na rua e segue com o treinamento dos educadores em reconhecimento precoce, diagnóstico em um dos centros de referência, encaminhamento e acompanhamento dos casos da tuberculose contagiosa, com acompanhamento da medicação na rua e acolhimento temporário em projeto complementar.
O IBISS integra a secretaria executiva do Fórum das ONGs que combatem a tuberculose no estado do Rio de Janeiro.